QUASE AURORA

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MUDANÇAS

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Logo eu, que nunca fui muito fã de vermelho, me vi observando a roupa do manequim, um vermelho vivo, cor de sangue. Quem diria que esse dia chegaria? O dia em que me vi quase aberta para acrescentar uma cor vibrante ao meu guarda-roupa monótono e com pouca vida.

A gente cresce, né? Tem quem crescer. E muda quase todos os dias. Muda o estilo musical, o corte de cabelo, as ideias e opiniões, as cores das paredes da casa, o emprego, a faculdade, o bichinho de estimação... A gente muda, evolui e algumas vezes retrocede sem perceber. Algumas vezes queremos o futuro logo, tipo pra ontem e outras vezes deixamos a nostalgia tomar conta e só desejamos voltar no tempo, reviver o passado, pra fazer tudo exatamente igual ou completamente diferente.

Quem diria que a menina consumista seria mais consciente e na maior parte do tempo controlada? Claro que ainda é uma luta constante e difícil, mas ela permanece lá lutando consigo mesma. Quem diria que eu manteria um blog por dois anos mesmo aos trancos e barrancos ao invés de jogar tudo para o alto? Quem diria que eu falaria sobre Movimento Feminista no TCC, que eu me formaria em Jornalismo na Paraíba e não em Minas Gerais, que eu iria para Argentina, que trabalharia em jornal impresso, que reprovaria na prova prática do Detran, que doaria livros, que só pintaria as unhas de preto e o cabelo de rosa, que desistiria de um banheiro para fazer dele um closet, que pararia de postar todos os dias no Instagram? Quem diria que eu faria e deixaria de fazer muitas coisas?

Cá estou, depois de tantas mudanças, exausta da rotina, da falta de tempo, sofrendo sem criatividade ou inspiração para escrever, ansiando desesperadamente por mais uma mudança na minha vida. Louca para fazer uma viagem, mudar de casa, mudar o cabelo, conhecer novas pessoas e deletar algumas outras, buscando incansavelmente meu propósito em todas as coisas que faço.

Cá estou lidando com o próximo ano que virá e vem voando, trazendo o peso de uma responsabilidade maior, o peso de uma sensação de independência maior, e de que agora é a hora de mudar, mas se decidir com firmeza pra dizer “é isso e não volto atrás”.

Nunca pensei que diria isso, logo eu que sempre quis estabilidade em meio ao caos de tantas inconstâncias, mas eu preciso de mudanças, de entrar no carrinho de uma montanha-russa bem louca, sentir o frio na barriga e todas as coisas loucas. Mudanças pequenas ou grandes, mas mudanças que tenham significado.




AMAR

ilustração

Amar é também abrir mão de alguém.

É deixar o outro partir pra ser feliz.
É saber que por mais que você queira, essa relação não te fará tão bem.
É saber que ambos merecem pessoas melhores, mas antes precisam ser melhores.
Amar é lembrar que você vem em primeiro lugar.

É entender todos os seu sentimentos, é compreender suas emoções, é saber quando dar um passo e recuar dois.

Amar é se conhecer e saber que pra ser feliz algumas vezes você precisa ir tendo em mente que o coração de alguém será partido e nada pode ser feito quanto a isso.

Amar é saber que mesmo chorando, soltar a mão é a melhor solução.

Amar não é só ter felizes para sempre, mas saber que a dor, a perda e a separação também fazem parte de algumas relações, ainda que nosso desejo seja de que isso nunca aconteça.

Amar é infinitas coisas.




2 MESES DE INGLÊS PARTICULAR



Já faz um baita tempo que comentei aqui com vocês que estava fazendo aulas particulares de inglês. Uma leitora comentou que gostaria de saber como é depois de um tempo de aula e como já se passaram dois meses, acredito que agora tenho algo mais concreto para falar com vocês.

Quando coloquei como meta voltar a estudar inglês, pensei no meu objetivo em fazer isso e o que seria melhor pra mim. Há 6 anos passei pelo cursinho, mas confesso que não aprendi muito na. Fiz um ano e dois meses de curso e deixei de lado. Acredito que na época não era prioridade na minha vida e sim vaidade ou vontade momentânea.

Mesmo me distanciando do curso, o idioma sempre esteve presente por conta do hábito de ler blogs em inglês (claro que algumas coisas eu não entendia e precisava usar o tradutor) e assistir filmes sempre em legendado. Isso ajudou a manter minha audição para o idioma ativa e a ter alguma noção de como se escreve algumas palavras, mas confesso que gravo mais as básicas.

Eu tinha e ainda tenho pressa em aprender inglês, então resolvi procurar um professor particular para que o aprendizado fosse um pouco mais rápido que no cursinho, afinal, o método das escolas não me agrada muito e eu precisava de algo que se encaixasse no meu tempo e não ao contrário.

O lado bom de estudar com um professor particular é que ele dará as aulas unicamente para você (mas pode ser e dupla ou grupo se você quiser) e irá preparar aulas com base no seu interesse, ou seja, se você for viajar o foco será conversação para alguns momentos da viagem como pedir informação, responder as perguntas da imigração etc, se você for fazer uma prova acadêmica o foco será em questões e vocabulário usado em provas etc.

Além disso, você pode encontrar um professor que fale os diversos tipos de inglês e focar no idioma que mais lhe agrada. Eu estudo o inglês britânico que é um pouquinho diferente do americano que estamos acostumados. A pronuncia de algumas palavras são mais fechadas, outras mais abertas, outras palavras são completamente diferentes, as gírias igualmente e por aí vai...

Depois de seis anos sem estudar nada acredito que nem preciso dizer que estava mais do que enferrujada, então no começo foi muito estressante e difícil. Na primeira aula ele fez perguntas básicas para testar meu nível com base nas respostas. Tudo é feito em inglês, até as conversas no WhatsApp depois que fechamos os dias e horários das aulas.

A primeira aula foi uma tortura porque eu tinha muita, mas muita vergonha de falar errado! Sendo que eu estava ali justamente pra isso: errar e aprender o correto. Conseguia compreender absolutamente tudo que o professor falava, mas não pronunciava praticamente nada.

Depois de um mês veio a boa notícia: minha vontade de falar estava muito maior, eu já me esforçava pra falar mais em inglês e somente frases muito grandes, tipo quando eu contava uma história, falava em português e ele me ajudava a traduzir algumas partes. Minha compreensão também estava muito maior, já não precisava mais que ele ficasse traduzindo algumas coisas.

E foi com um mês de aula que meu professor disse que “Ninguém aprende a falar tudo que vem na mente com um mês de aulas. É um processo, é esforço.” E com isso fiquei mais tranquila, porquê achava que não estava aprendendo nada, não conseguia ver minha evolução.

Depois de dois meses meu vocabulário aumentou mais. Ainda tenho um pouco de dificuldade para falar sobre o passado, mas segundo ele, isso é completamente normal com todos. É muito mais fácil aprender o futuro e o presente.

Cheguei no ponto em que não preciso pedir tradução para praticamente nada, apenas palavras que nunca ouvi, o que é bem raro disso acontecer. Falo muito mais em inglês do que em português nas aulas e chegamos ao nível pré-intermediário do conteúdo.

Sei que ainda tenho que evoluir muito, pois não consigo sustentar uma conversa sobre só um assunto por muito tempo, mas estou bem melhor do que antes! Brinco dizendo que se um dia eu for viajar, o mais importante é compreender as perguntas do cara da imigração, o resto a gente se vira, rs.

Meu foco é conversação, não escrita, mas isso não significa que não treino, muito pelo contrário, sempre tenho uma tarefa de casa. Além disso, tenho uma apostila (enooorme) com todo o conteúdo das aulas e com atividades. Algo que também facilitou meu contato com a escrita foi configurar meu celular e todas as minhas redes sociais para o inglês britânico e assistir séries que se passam na terra da rainha.

Continuo lendo meus blogs em inglês e dessa vez sem uso do tradutor! Cada pequena vitória é um sentimento de felicidade sem tamanho! E eu comemoro mesmo, afinal, a gente precisa aprender a se parabenizar pelas grandes e pequenas conquistas!!

Acredito que consegui explicar um pouco de como tem sido até aqui e aconselho muitíssimo a quem deseja fazer aulas particulares não só de inglês, mas qualquer outro idioma. Antes de finalizar quero contar algumas coisinhas: Faço uma hora de aula duas vezes na semana porque não tenho tempo mesmo! Por isso é importante se dedicar nos outros dias e tentar se cercar ao máximo de coisas na língua que você está estudando e se possível, treinar com alguém que fale o idioma. Pensar em inglês também ajuda, tá?

Ter aulas particulares não é barato! Algumas vezes pode sair até o dobro do que você pagaria em um cursinho, por isso você precisa se planejar financeiramente e precisa se dedicar nos estudos, afinal, tu tá fazendo um investimento caro!

Por fim, creio que isso é tudo. Qualquer coisa já sabem: deixem nos comentários!




RISCANDO AS METAS DE 2018 - PARTE 1


O tempo passou voando e já estamos na metade do ano! Ao mesmo tempo que amo isso, sinto um nervoso com aquela sensação de que não estou produzindo o tanto que gostaria, mas vamos analisar os fatos até aqui: o blog, apesar dos hiatos, está sendo atualizado constantemente, fiz quatro meses de empresa e estou satisfeita com meu emprego, estou perto de completar dois meses de inglês e por aí vai...

Aos poucos as coisas estão acontecendo. Não no ritmo que gostaria, confesso, mas o importante é que estão! E foi pensando na metade do ano que se passou, vim conversar com vocês sobre a lista de metas e como estamos até então.

2. Fazer um jantar para minha família
O jantar ainda não rolou, mas o almoço sim, então podemos dizer que essa meta meio que foi riscada, mas isso não significa que fiz só uma vez em pronto. Pretendo fazer algumas mais e espero que na próxima lembrar de tirar fotos para compartilhar com vocês da mesa fofa que montei.

6. Praticar o elogio mais vezes
Essa tem sido uma tarefa relativamente fácil. Acho que o desafio não é apenas elogiar, mas saber como fazer e quais palavras usar, já que hoje em dia infelizmente a maioria das pessoas não sabem usar outras coisas além de "Você está bonita hoje".

16. Sair para comer em novos lugares
Na medida do possível isso tem acontecido. Aos pouquinhos vou saindo da minha zona de conforto e pedindo dicas com os amigos sobre novos lugares. Até o momento foram duas hamburguerias, um bar/restaurante, uma doceria e uma pizzaria. Sei que pode parecer pouco para seis meses, mas eu literalmente (sem exagero algum) tenho pouquíssimo tempo na semana para sair.

18. Agradecer, agradecer e agradecer!
Essa tem sido outra tarefa fácil, já que estou sempre agradecendo pelas pequenas alegrias, presentes, momentos agradáveis, pessoas gentis e as pequenas sortes que a vida tem proporcionado, e com isso a garrafa da gratidão ou #memoryjar tem recebido novos papéis.

Ainda tenho 14 metas pela frente e o resto do ano, algumas como a número 14 tenho até outubro, ou seja, preciso correr! Outras como a número 3 é questão de planejamento das horas e deixar a preguiça de lado...

E como anda as metas de vocês?




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