QUASE AURORA: Uma carta sincera sobre mim

Uma carta sincera sobre mim


Metade dos textos que escrevo são reais, a outra metade invento e só cabe a mim saber a qual pessoa cada um pertence. Gosto de pensar “esse texto é pra você” ou “queria que isso acontecesse” sempre que ponho um ponto final neles, mas a verdade é que morro de medo de dizer isso em voz alta e sei que só cabe a mim saber qual texto pertence a alguém.

Pareço durona, mas sou manteiga derretida. Do tipo que chora por tudo e por nada, sabe? Me magoo muito fácil e com poucas coisas e talvez seja por isso que tenho problemas em confiar nas pessoas. Desconfio de todos e sempre penso no lado ruim de todos e isso é algo que tenho desde pequena.

Não acredito que dê para mudar a essa altura do campeonato.

Consigo me apaixonar muito fácil e pelas pessoas mais improváveis e quando isso acontece me condeno quase todos os dias por gostar de alguém que não deveria. Mas também esqueço as pessoas muito rápido e quando isso acontece, crio um bloqueio sobre falar delas.

Simplesmente não consigo.

E por falar em esquecer, tenho a péssima mania de ficar recordando das coisas ruins que já me falaram. Fico me diminuindo o tempo inteiro e tenho mil crises de autoestima. Às vezes sou falha em saber me amar e gostar do jeito que sou. A verdade é que sou insegura, o que muita gente custa a acreditar.

Talvez seja por isso que não gosto de comer sozinha.

Tento ao máximo esconder todos os meus sentimentos, mas sempre falho. Minhas expressões faciais me entregam sem eu ao menos perceber. Odeio isso. Estou sempre tensa e meu corpo nunca consegue de fato relaxar.

Talvez seja por isso que vivo querendo massagens.

Gosto de ficar sozinha, ou penso que gosto. Principalmente quando a casa está escura e as paredes ficam frias porque é inverno ou está chovendo. E por falar em frio, minhas mãos estão sempre geladas, já me acostumei.

Talvez seja porque sinto falta de uma mão segurando a minha durante o dia.

Inconstante, teimosa, sentimental, chorona, insegura. Sou tudo isso e mais um pouco. Tenho manias que não entendo porque tenho. Dou risada pro nada e gosto de sorrir. Sempre pergunto o porquê das coisas e às vezes desligo durante uma conversa e outra. Vou pra “caixa do nada” e volto mais aérea do que antes. Gosto de ouvir sobre a vida das pessoas e poderia escrever um livro sobre cada história que já ouvi, mas não gosto de contar a minha história. 

Tenho um lado que gosto de deixar na escuridão.




4 comentários:

  1. Adorei o post mega fofo a sua cara (๑^ں^๑)

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  2. esse texto é pra você (meus textos são cartas que não tenho coragem de enviar e que doi para parir, acho que vc lembra disso). Amei seu texto e seus "Talvez". Principalmente esse "Talvez seja por isso que não gosto de comer sozinha."

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    1. Aaah! Lembro sim!
      Como a gente se entende com os textos uma da outa ❤

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Obrigada por comentar ❤