Quase Aurora | as bonitezas da vida: Brisa

Brisa


Você apareceu como uma brisa suave. Entrou pelas janelas que estavam abertas, fez uma baguncinha com os lençóis e dançou com a fina camada de poeira dos móveis da sala. Refrescou meu dia quente de verão, fez cafuné em meu cabelo assanhado, me fez sorrir ao me envolver em sua pequena ventania.

Você mexeu comigo rápido e fácil. E agora, o que faço contigo? Peço para que fique e continue a explorar cada canto desse pequeno lar ou deixo a porta aberta para que parta quando achar melhor? O que faço com o que sinto? Eu ando sorrindo, olhando para o céu, vendo um novo tom de azul. Eu ando serena porque você é sereno e quando fecho os olhos consigo ver nitidamente teus olhos, teu sorriso, teu cabelo, teu jeito e ouço tua doce voz.

Eu sei que brisa é passageira. Que faz uma baguncinha e depois se vai, mas vem cá, tu acha justo fazer isso comigo? Vem sem avisar, tira tudo do lugar,  faz meu coração bater rapidinho no mesmo movimento dos teus passos quando dança comigo. Me leva a outra órbita e depois você se vai... Também não sei se é justo fechar as portas e janelas lhe prendendo aqui comigo. Afinal, o que é justo e pra quem?




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