QUASE AURORA: BRISA DO MAR

BRISA DO MAR


Era como respirar a brisa do mar.
O gosto de sal na boca.
O emaranhado no cabelo provocado pelo vento.
O reflexo da lua no oceano.
Ela era um turbilhão de sensações que o lembrava da mais doce infância.
Espontânea, sorridente, sempre contente.
Parecia que nada a abalaria.
Até o dia em que ele decidiu partir.
Em sua mente ficou o jeito moleca dela de ser.
E como último pedido, um beijo.
Ela o concedeu.
Ele lembrou-se do mar, da areia, do vento.
Dos olhos castanhos daquela que secretamente ele se apaixonou.
E em paz, lembrando-se da infância tranquila e do agito da menina, ele se foi.
Para onde é desconhecido.
Para onde o Criador sabe.
Para onde ela não sabe.





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