QUASE AURORA : 2 MESES DE INGLÊS PARTICULAR

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2 MESES DE INGLÊS PARTICULAR



Já faz um baita tempo que comentei aqui com vocês que estava fazendo aulas particulares de inglês. Uma leitora comentou que gostaria de saber como é depois de um tempo de aula e como já se passaram dois meses, acredito que agora tenho algo mais concreto para falar com vocês.

Quando coloquei como meta voltar a estudar inglês, pensei no meu objetivo em fazer isso e o que seria melhor pra mim. Há 6 anos passei pelo cursinho, mas confesso que não aprendi muito na. Fiz um ano e dois meses de curso e deixei de lado. Acredito que na época não era prioridade na minha vida e sim vaidade ou vontade momentânea.

Mesmo me distanciando do curso, o idioma sempre esteve presente por conta do hábito de ler blogs em inglês (claro que algumas coisas eu não entendia e precisava usar o tradutor) e assistir filmes sempre em legendado. Isso ajudou a manter minha audição para o idioma ativa e a ter alguma noção de como se escreve algumas palavras, mas confesso que gravo mais as básicas.


Eu tinha e ainda tenho pressa em aprender inglês, então resolvi procurar um professor particular para que o aprendizado fosse um pouco mais rápido que no cursinho, afinal, o método das escolas não me agrada muito e eu precisava de algo que se encaixasse no meu tempo e não ao contrário.

O lado bom de estudar com um professor particular é que ele dará as aulas unicamente para você (mas pode ser e dupla ou grupo se você quiser) e irá preparar aulas com base no seu interesse, ou seja, se você for viajar o foco será conversação para alguns momentos da viagem como pedir informação, responder as perguntas da imigração etc, se você for fazer uma prova acadêmica o foco será em questões e vocabulário usado em provas etc.

Além disso, você pode encontrar um professor que fale os diversos tipos de inglês e focar no idioma que mais lhe agrada. Eu estudo o inglês britânico que é um pouquinho diferente do americano que estamos acostumados. A pronuncia de algumas palavras são mais fechadas, outras mais abertas, outras palavras são completamente diferentes, as gírias igualmente e por aí vai...

Depois de seis anos sem estudar nada acredito que nem preciso dizer que estava mais do que enferrujada, então no começo foi muito estressante e difícil. Na primeira aula ele fez perguntas básicas para testar meu nível com base nas respostas. Tudo é feito em inglês, até as conversas no WhatsApp depois que fechamos os dias e horários das aulas.

A primeira aula foi uma tortura porque eu tinha muita, mas muita vergonha de falar errado! Sendo que eu estava ali justamente pra isso: errar e aprender o correto. Conseguia compreender absolutamente tudo que o professor falava, mas não pronunciava praticamente nada.

Depois de um mês veio a boa notícia: minha vontade de falar estava muito maior, eu já me esforçava pra falar mais em inglês e somente frases muito grandes, tipo quando eu contava uma história, falava em português e ele me ajudava a traduzir algumas partes. Minha compreensão também estava muito maior, já não precisava mais que ele ficasse traduzindo algumas coisas.

E foi com um mês de aula que meu professor disse que “Ninguém aprende a falar tudo que vem na mente com um mês de aulas. É um processo, é esforço.” E com isso fiquei mais tranquila, porquê achava que não estava aprendendo nada, não conseguia ver minha evolução.

Depois de dois meses meu vocabulário aumentou mais. Ainda tenho um pouco de dificuldade para falar sobre o passado, mas segundo ele, isso é completamente normal com todos. É muito mais fácil aprender o futuro e o presente.

Cheguei no ponto em que não preciso pedir tradução para praticamente nada, apenas palavras que nunca ouvi, o que é bem raro disso acontecer. Falo muito mais em inglês do que em português nas aulas e chegamos ao nível pré-intermediário do conteúdo.

Sei que ainda tenho que evoluir muito, pois não consigo sustentar uma conversa sobre só um assunto por muito tempo, mas estou bem melhor do que antes! Brinco dizendo que se um dia eu for viajar, o mais importante é compreender as perguntas do cara da imigração, o resto a gente se vira, rs.

Meu foco é conversação, não escrita, mas isso não significa que não treino, muito pelo contrário, sempre tenho uma tarefa de casa. Além disso, tenho uma apostila (enooorme) com todo o conteúdo das aulas e com atividades. Algo que também facilitou meu contato com a escrita foi configurar meu celular e todas as minhas redes sociais para o inglês britânico e assistir séries que se passam na terra da rainha.

Continuo lendo meus blogs em inglês e dessa vez sem uso do tradutor! Cada pequena vitória é um sentimento de felicidade sem tamanho! E eu comemoro mesmo, afinal, a gente precisa aprender a se parabenizar pelas grandes e pequenas conquistas!!

Acredito que consegui explicar um pouco de como tem sido até aqui e aconselho muitíssimo a quem deseja fazer aulas particulares não só de inglês, mas qualquer outro idioma. Antes de finalizar quero contar algumas coisinhas: Faço uma hora de aula duas vezes na semana porque não tenho tempo mesmo! Por isso é importante se dedicar nos outros dias e tentar se cercar ao máximo de coisas na língua que você está estudando e se possível, treinar com alguém que fale o idioma. Pensar em inglês também ajuda, tá?

Ter aulas particulares não é barato! Algumas vezes pode sair até o dobro do que você pagaria em um cursinho, por isso você precisa se planejar financeiramente e precisa se dedicar nos estudos, afinal, tu tá fazendo um investimento caro!

Por fim, creio que isso é tudo. Qualquer coisa já sabem: deixem nos comentários!




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