QUASE AURORA : TPM, SAUDADE E UM MÊS NA INGLATERRA

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TPM, SAUDADE E UM MÊS NA INGLATERRA


Talvez hoje não seja o melhor dia para estar fazendo esse post. A TPM chegou alguns dias adiantada, meu corpo começou a reter líquido e ainda está dolorido do passeio que fiz no sábado (29), estou um poço de sensibilidade, mas achei esse mix de coisas um bom motivador para escrever esse post.

Hoje (01/10/2018) faz 33 dias que estou na Inglaterra. Posso dizer que estou morando? Pra mim quem passa um mês fora da sua casa, tendo o mesmo tipo de vida em outro estadou ou país já pode dizer “morando”. 

Enfim.

Quando penso nisso, que já faz um mês que estou morando na terra da rainha, um mix de sentimentos invade minha mente. Não sei bem como explicar e talvez se não fosse a TPM saberia explicar com todas as letras, mas hoje tá difícil pra caramba! Estou me sentindo muito feliz e ao mesmo tempo muito triste.

Feliz por ter essa oportunidade incrível de estar aqui, de conhecer uma cultura completamente diferente, por estar estudando e conversando em outro idioma, por estar na casa da minha família e me sentir em casa... mas triste porque mesmo depois de 33 dias não tenho nenhum amigo. E nossa, é horrível dizer isso. Explico porquê.

Brasileiro (pra mim) (também é) sinônimo de aconchego. Somos um povo simpático e acolhedor, gostamos de conversar, de dividir a vida (alguns até demais), gostamos do toque. Europeu não. Aqui ninguém gosta de ter seu espaço invadido e só a possibilidade de você quase esbarrar em alguém já é motivo pra pedir desculpas - e hoje isso quase aconteceu comigo e achei que ia apanhar na rua. Sério! 

Sou uma pessoa carinhosa (apesar de algumas pessoas falarem que não, tenho meu jeito de demonstrar amor e carinho). Gosto de abraçar - E MUITO! Assim mesmo, gritando. Abraços são cruciais pra manter minha vida em ordem e isso minha gente... não se vê por aqui. Ou seja, estou sofrendo! 

Acho que eu só percebi o quanto sentia falta disso depois que chegou mais duas alunas novas na minha sala hoje. Antes éramos: três espanhóis, três japonesas (mas que só fazem aula comigo duas vezes por semana), uma coreana, um taiuanês e uma francesa. Os asiáticos aqui formam seus grupos e costumam sair só entre eles, os espanhóis no intervalo falam em castelhano, então eu me juntei com a francesa, fui tentar construir um coleguismo (nem pensei em amizade porque isso já é difícil no BR), mas agora chegou mais uma francesa e estou naquela de “será que vou ficar alone?”. 

Tenho o defeito de sofrer por antecipação e acabo ficando um pouco ansiosa por conta disso.

Eu sinto falta do calor humano e sempre que a segunda-feira chega eu penso “por favor, que apareça um estudante brasileiro”, mas a vida tá sempre querendo rir da minha cara e traz gente de tudo que é canto. Por um lado isso é bom, já que sou forcada a falar apenas em inglês, por outro lado me faz sentir meio perdida quando todos se juntam pra conversar ou sair.

Segundo minha irmã, isso prova que eu não conseguiria morar definitivamente aqui, já que eu sou dependente do toque e da alegria que só a gente brasileiro tem e sabe como é. Segundo minha tia, talvez eu precise arrumar um namorado e sair mais... KKKKKKK - rindo pra não chorar.

Eu nem sei bem se esse post pode ter passado algum sentido pra vocês, afinal, os hormônios deixam os sentimentos confusos. Essa semana será muito louca, muito intensa e muito chorosa. Talvez no fim dela eu venha aqui dizer que tudo isso que escrevi já não faz sentindo nenhum porque estarei ótima! 

Ou não... vai que?!




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