QUASE AURORA

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PROJETO 333: AGORA SOU MINIMALISTA?

Nem acredito que finalmente estou compartilhando o final do projeto 333 com vocês! Demorei para gravar esse vídeo, depois que gravei precisei regravar mais quatro vezes porque sempre dava um erro e por fim, esperei durante quatro dias minha internet se habilitar para subir o vídeo. Foi sufoco! Mas cá estamos.

Se você chegou aqui por acaso e não faz ideia do que estou falando, acesse esses posts:

Nesse vídeo eu compartilho algumas produções do final do projeto e qual foi a diferença do começo para agora e o resto você descobre dando play!






ABRAÇANDO A TRISTEZA

Que o Quase Aurora é um blog de comportamento e estilo de vida, quem é leitor há tempos já sabe; mas nesse período de isolamento as coisas estão mais intensificadas por aqui, não é mesmo?

Quem lê o blog assiduamente já percebeu que sou uma pessoa melancólica e vira e mexe falo sobre as dores e as delícias dos nossos (meus) sentimentos e como devemos (ou ao menos tentamos) lidar com eles. Já falei sobre insegurança, choro e por aí vai... E hoje, trago mais um tópico: tristeza.

Eita bicho que pega e que nós não gostamos de viver. E tem sentido, né? Ninguém gosta de se sentir triste, mas infelizmente, acontece. Faz parte da vida termos picos de raiva, alegria, amor, esperança, desilusão, felicidade, agonia e tristeza. A gente precisa sim abraçar esses sentimentos indesejados e tentar entende-los.

Estou falando sobre isso porque faz uns três meses que estou vivendo um período de tristeza e eu não queria colocar para fora de jeito nenhum! Não queria que ninguém soubesse que estou passando por essa fase, mas cá estou me expondo mais uma vez na internet... Mas a verdade mesmo é que só estou falando sobre isso porque ontem atingi o meu pico e precisei externar, falar com alguém. Eu precisava desabar.

Dizem que nós só nos recuperamos e nos reconstruímos quando nos damos conta que estamos sendo destruídos e resolvemos tombar o prédio de uma vez. Então talvez uma das soluções para a tristeza seja abraçá-la. Parece que quanto mais negamos a existência dela, mais nos afogamos, então é melhor aceitar e nadar nesse mar do que se deixar ser afogado...

Na minha opinião, o problema da tristeza são os efeitos colaterais. No meu caso, eu fico ansiosa e fico sem apetite e acabo perdendo muito peso – que é meu problema de agora. E não adianta tentar resolver só o problema colateral, é preciso resolver a raiz de tudo.

Abracei a tristeza para encontrar a fonte dela e tentar solucionar, porque fingir que ela não existe não me levou a lugar algum, apenas tornou as coisas piores.

Com isso (re)aprendi que precisamos reconhecer quando as coisas não vão bem e que está tudo ok desabar, ninguém é de ferro. Há dias de sol e dias de chuva, nem sempre o clima dentro de nós estará agradável e as emoções “ruins” fazem parte do processo.

Espero que aí do outro lado você esteja bem, cuidando da sua mente e do seu corpo. Caso não esteja tudo tão colorido, lembra que nessa vida tudo é ciclo e no final nós sobrevivemos.





UMA CARTA PARA A INFÂNCIA

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Querida infância,

Você é de longe uma das fases mais gostosas da vida. É colorida, cheia de sonhos, aventureira, imaginativa e muitas vezes desprendida do medo. Você cria seu próprio mundo, cheio de cores, brilho e encanto.

Você é rápida para os pais e longa para os filhos. Você não tem regras porque cada um lhe vive de maneiras diferentes e isso é o mais legal, pois é aqui que as opiniões são formadas.

Querida infância, você é uma caixinha de surpresas, descobertas sem fim.

Você mudou muito com o passar dos anos, já não é mais a mesma e alguns pequenos seres nem querem mais lhe saborear. Eles querem a adolescência, a vida adulta. As vezes querem por conta do que assistem da televisão ou pelo deslize nos aplicativos de celular, outras vezes porque os pais esquecem o que é ser criança e querem apressar.

É raro ver os pezinhos correndo descalços pelas ruas sem medo, sem perigo, isso é coisa das antigas, coisas que infelizmente não parecem caber no agora. Aposto que você tem saudade dessas cenas, do giz riscado no chão, da corda sendo pulada, de gente miúda se escondendo e gritando “achei você!”.

Sei que ainda há cenários como esse e que você se agarra nesses momentos. Gosto de pensar que por mais que você se atualize, se modernize, se desenvolva com as gerações, você, querida infância, ainda gosta do antigo, ainda gosta do clichê.

| Esse texto faz parte do projeto "12 cartas em 12 meses", caso queira saber mais, leia aqui.





MEUS 4 MOMENTOS PARA RESPIRAR NO ISOLAMENTO

Não sei vocês, mas tenho sofrido bastante nessa quarentena. No começo tudo estava as mil maravilhas e eu encontrei um meio de lidar com a situação e os afazeres da vida, mas há dias que me sinto tão cheia que não tenho vontade de fazer absolutamente nada.

Olho para os compromissos, prazos e responsabilidades e só sinto vontade de deitar na cama e procrastinar até a vida voltar ao que chamávamos de normal. Infelizmente não posso me dar a esse luxo, então eu só sigo o ritmo da música e vou levando da maneira que é possível.

Talvez eu saia da quarentena precisando de um psicólogo? 90% de certeza!

Mas como sou uma pessoa que procura olhar o lado bom e positivo de todas as coisas e faz do limão uma limonada, cá estou não para reclamar da situação que nos encontramos, mas para compartilhar com vocês pequenos prazeres que deixam meu coração quentinho. Quem sabe não funciona como uma luz de inspiração pra você?


Pode parecer bobagem, mas trocar a roupa de cama, aplicar a misturinha que minha mãe faz para deixar as colchas e cortinas cheirosas me transmite muita paz! Fazer isso é algo que me traz a sensação de que está tudo bem e a vida está continuando, mesmo que em um ritmo diferente do habitual.

Desfruto desse pequeno momento que para muitos é banal e me deixo ser preenchida pela alegria que é ter uma cama que me abraça nos dias mais difíceis e por ter um travesseiro que absorve minhas lágrimas quando tudo vai mal... Inclusive, falar disso me lembrou do texto nada é tão nosso quanto nossa cama. Vale a leitura!

Queria dizer que estou seguindo uma rotina maravilhosa de cuidados com a pele, mas nas últimas semanas o negócio desandou, porém, continuo passando meus creminhos todos os dias (já falei deles aqui nesse post) e esse é um momento muito delicinha. Uma das primeiras coisas que faço ao acordar é tomar banho e em seguida aplicar meu hidratante fácil e a noite o noturno. É meu momento de carinho que me deixa completamente relaxada. 

Sempre que possível faço propaganda dos meus gatos, afinal, eles são meus grandes amores e se tem uma coisa que me faz parar e dar uma respirada profunda é observá-los dormindo. Às vezes estou sentada me afundando em textos e viro para o lado só para saber se está tudo bem. Observo por uns minutinhos a calma deles e me sinto calma também. É tão gostoso que às vezes me deito no chão ao lado deles para fazer um carinho.

Sempre gostei de fazer diários. Dei uma parada alguns anos e voltei a colocar no papel não só meus sentimentos, mas como foi o dia e isso me ajuda absurdamente! Sempre escrevo antes de dormir e sinto que estou extravasando tudo que recebi durante o dia e durmo mais leve. Realmente é um respiro.

Essas são algumas das coisas que tenho feito e tem me ajudado demais! Me conta nos comentários: como está aí do outro lado e quais são as coisas que te fazem parar e dar uma respirada.





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